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Proteolítica


Neo-clerodane diterpenoid, a new metalloprotease snake venom inhibitor from Baccharis trimera (Asteraceae): anti-proteolytic and


Januario AH, Santos SL, Marcussi S, Mazzi MV, Pietro RC, Sato DN, Ellena J, Sampaio SV, Franca SC, Soares AM.


Neo-clerodane diterpenoid, a new metalloprotease snake venom inhibitor from Baccharis trimera (Asteraceae): anti-proteolytic and anti-hemorrhagic properties.

Many plants are used in traditional medicine as active agents against various effects induced by snakebite. Few attempts have been made however to identify the nature of plant natural products with anti-ophidian properties. Baccharis trimera (Less) DC (Asteraceae), known in Brazil as carqueja, has been popularly used to treat liver diseases, rheumatism, diabetes, as well as digestive, hepatic and renal disorders. The active component was identified as 7alpha-hydroxy-3,13-clerodadiene-16,15:18,19-diolide, C20H28O5, (clerodane diterpenoid, Bt-CD). We report now the anti-proteolytic and anti-hemorrhagic properties against snake venoms of a Bt-CD inhibitor from B. trimera. Bt-CD exhibited full inhibition of hemorrhage and proteolytic activity caused by Bothrops snake venoms. The inhibitor was able to neutralize the hemorrhagic, fibrinogenolytic and caseinolytic activities of class P-I and III metalloproteases isolated from B. neuwiedi and B. jararacussu venoms. No inhibition of the coagulant activity was observed. Bt-CD also partially inhibited the edema induced by other crude venoms, metalloproteases, basic and acidic phospholipases A2. To further elucidate the inhibitory specificity of Bt-CD against metalloproteases isolated from snake venoms, a deeper understanding of its structure and function is necessary. Furthermore, the potential use of these inhibitors to complement anti-venom as an alternative treatment of snakebite envenomations needs to be evaluated in future studies.


Chem Biol Interact. 2004;150(3):243-51.



Metaloprotease não hemorrágica isolada do veneno de Bothrops jararacussu


Marcussi, S(1,2); Sant`Ana, CD(3); Mazzi, MV(3); Silveira, LB(1); Cambraia, RS(1); Stabeli, R, G(4); Giglio, JR(2); Soares, AM(1,3)


Metaloprotease não hemorrágica isolada do veneno de Bothrops jararacussu

As metaloproteases de venenos de serpentes compreendem um grupo de enzimas que são responsáveis pelo efeito hemorrágico induzido pelas serpentes Viperidae. Este trabalho objetivou a caracterização bioquímica e farmacológica de uma metaloprotease (Bjussu-MP-II) do veneno de Bothrops jararacussu. A protease foi isolada por cromatografia de troca iônica em CM-Sepharose seguida por cromatografia hidrofóbica em Phenyl Sepharose, sendo verificado seu grau de pureza e peso molecular por SDS-PAGE, e utilizada para caracterização bioquímica. A atividade enzimática foi avaliada sobre caseína, gelatina, fibrina e fibrinogênio, com variações de concentrações, pHs, temperaturas e tempo de incubação para os ensaios com fibrinogênio, sendo também testado o efeito do EDTA, da heparina e de diferentes íons sobre esta atividade. A proteína não apresentou atividade coagulante e anticoagulante, além de não mostrar-se miotóxica com dose de 100µg por via intramuscular, nem letal com dose de 300µg por via intra-peritoneal. A metaloprotease mostrou-se proteolítica, dose dependente, sobre a caseína e o fibrinogênio, permanecendo estável em diferentes pHs e temperaturas, na presença de diferentes íons e com variações no tempo de incubação, perdendo, porém a atividade fibrinogenolítica quando previamente incubada com EDTA ou heparina. A protease não induziu hemorragia em camundongos (150µg) nem se mostrou ativa sobre o BAPNA e o TAME (estando ausente a atividade esterásica). Os aspectos abordados neste trabalho poderão trazer informações complementares sobre mecanismos de ação, relacionando estrutura e função, podendo resultar no melhor entendimento dos efeitos induzidos pelas metaloproteases de venenos de serpentes e da participação, direta ou sinérgica, destas proteínas nos envenenamentos causados pela serpente Bothrops jararacussu.


SBBq 2005



Isolamento e caracterização bioquímica de uma Metaloprotease não-hemorrágica do veneno da serpente B. jararacussu


Marcussi, S(2); Fernandes, VC(1); Mazzi, MV(3); Cambraia, RS(1); Sant'Ana, CD(3); Silveira, LB(1); França, SC(1); Giglio, JR(2); Soares, AM(1)


Isolamento e caracterização bioquímica de uma Metaloprotease não-hemorrágica do veneno da serpente B. jararacussu

As metaloproteases de venenos de serpentes são responsáveis por diversos efeitos tóxicos e farmacológicos induzidos por diferentes serpentes. Estudos de mecanismo de ação dessas proteínas tem sido intensamente realizados buscando entender sua participação nos envenenamentos ofídicos. Este trabalho tem como objetivo isolar e caracterizar enzimaticamente uma nova metaloprotease do veneno de B. jararacussu, buscando o entendimento de seus mecanismos de ação. A protease de baixo peso molecular denominada BjussuMP-II foi isolada do veneno de B. jararacussu em duas etapas cromatográficas, uma troca iônica em CM-Sepharose pH 8,0, seguida por uma coluna hidrofóbica, Phenyl-Sepharose. BjussuMP-II apresentou uma única cadeia polipeptídica de PM ~ 22.000 em SDS-PAGE. Esta protease não induziu atividade hemorrágica in vivo e/ou coagulante in vitro, no entanto mostrou-se altamente proteolítica sobre o fibrinogênio e a caseína. Realizou-se uma caracterização enzimática da BjussuMP-II variando sua concentração, tempo de incubação, estabilidade em pH e temperatura, e incubação com diferentes íons. Os aspectos abordados neste trabalho poderão trazer informações complementares sobre mecanismos de ação, e o melhor entendimento dos efeitos induzidos pelas metaloproteases de venenos de serpentes e da participação, direta ou sinérgica destas proteínas nos envenenamentos causados pela serpente Bothrops jararacussu.


SBTox 2004



Novas Estratégias de Purificação de Toxinas de Venenos de Serpentes


MONTEIRO, L.F.; SILVA, L.A.; COPPEDE, J.; GONÇALVES, C.A.G.; SANTOS, F.; SANTANA, E.I.F.; NASCIMENTO, M.M.; MATRANGULO, P.V.F.; BOM, C.A.M.; ARROYO, A.G.; OLIVEIRA, A.H.; FEITOZA, J.A.; PIRES, M.A.; PIZZO, V.; MARCUSSI, S.; SOARES, A.M.


Os venenos animais são ricos numa variedade de peptídeos, proteínas e enzimas com diferentes efeitos tóxicos e farmacológicos de interesse na clínica médica-científica. Proteínas enzimáticas como serino-proteases, metaloproteases e fosfolipases A2 são responsáveis pela indução das atividades coagulante, hemorrágica e miotóxica, respectivamente, induzida pelos venenos de serpentes do gênero Bothrops. Enquanto que no veneno de cascavel Crotalus d. terrificus apresenta proteínas altamente neurotóxicas. Este trabalho propõe novas estratégias cromatográficas para o isolamento de fosfolipases A2 miotóxicas e neurotóxicas, além de enzimas coagulantes como as serino-proteases. Para o isolamento das serino-proteases foi utilizado cromatografia de afinidade em Benzamidina-Sepharose, enquanto que para o isolamento das PLA2s foram utilizadas cromatografia de afinidade Anti-PLA2s-Sepharose e resina de hidrofobicidade em Fenil-Sepharose. O grau de pureza foi avaliado em eletroforese desnaturante (SDS-PAGE) coradas por azul coomassie e pela coloração de prata. Os métodos utilizando cromatografia de afinidade mostraram-se eficientes para o isolamento das proteínas em alto grau de pureza (80-90%) a partir do veneno total, enquanto que a resina de hidrofobicidade foi utilizada como segunda etapa na purificação completa destas proteínas. A SDS-PAGE confirmou o grau de pureza destas amostras, sendo que as PLA2s apresentaram uma massa molecular de ~13.500 e as serino-protease ~30.000, respectivamente. Estas novas metodologias se mostraram eficientes para o isolamento de algumas proteínas dos venenos de serpentes em alto grau de pureza. Estes resultados foram executados durante a disciplina Métodos de Purificação de Biomoléculas pelos alunos do curso Seqüencial em Bio-Tecnologias, corroborando para a idéia de utilização de modelos científicos em cursos didáticos correlacionados à pesquisa. Os ensaios enzimáticos e biológicos serão realizados no decorrer da próxima disciplina, permitindo desta forma um aprendizado seqüencial e mais completo do tema abordado.




Snakebites by Crotalus durissus ssp in children in Campinas, Sao Paulo, Brazil.


Bucaretchi F, Herrera SR, Hyslop S, Baracat EC, Vieira RJ


From January, 1984 to March, 1999, 31 children under 15 y old (ages 1-14 y, median 8 y) were admitted after being bitten by rattlesnakes (Crotalus durissus ssp). One patient was classified as "dry-bite", 3 as mild envenoming, 9 as moderate envenoming and 18 as severe envenoming. Most patients had neuromuscular manifestations, such as palpebral ptosis (27/31), myalgia (23/31) and weakness (20/31). Laboratory tests suggesting rhabdomyolysis included an increase in total blood creatine kinase (CK, 28/29) and lactate dehydrogenase (LDH, 25/25) levels and myoglobinuria (14/15). The main local signs and symptoms were slight edema (20/31) and erythema (19/31). Before antivenom (AV) administration, blood coagulation disorders were observed in 20/25 children that received AV only at our hospital (incoagulable blood in 17/25). AV early reactions were observed in 20 of these 25 cases (9/9 patients not pretreated and 11/16 patients pretreated with hydrocortisone and histamine H1 and H2 antagonists). There were no significant differences in the frequency of patients with AV early reactions between the groups that were and were not pretreated (Fisher's exact test, p = 0.12). Patients admitted less than and more than 6 h after the bite showed the same risk of developing severe envenoming (Fisher's exact test, p = 1). No children of the first group (< 6 h) showed severe complications whereas 3/6 children admitted more than 6 h post-bite developed acute renal failure. Patients bitten in the legs had a higher risk of developing severe envenoming (Fisher's exact test, p = 0.04). There was a significant association between both total CK and LDH blood enzyme levels and severity (p < 0.001 for CK and p < 0.001 for LDH; Mann-Whitney U test). No deaths were recorded.


Rev Inst Med Trop Sao Paulo. 2002 May-Jun;44(3):133-8

Antivenom; Children; Crotalus durissus ssp; Rhabdomyolysis; Snakebites



Snakebites and ethnobotany in the Colombia Part III: Neutralization of the haemorrhagic effect of Bothrops atrox venom


Otero Ra,b, Nunez Va, Barona Ja, Fonnegra Ra, Jimenez SLa, Osorio RGa, Saldarriaga Ma, Diaz Aa


Thirty-one of 75 extracts of plants used by traditional healers for snakebites, had moderate or high neutralizing ability against the haemorrhagic effect of Bothrops atrox venom from Antioquia and Chocó , north-western Colombia. After preincubation of several doses of every extract (7.8–4000 µg/mouse) with six minimum haemorrhagic doses (10µg) of venom, 12 of them demonstrated 100% neutralizing capacity when the mixture was i.d. injected into mice (18–20 g). These were the stem barks of Brownea rosademonte (Caesalpiniaceae) and Tabebuia rosea (Bignoniaceae); the whole plants of Pleopeltis percussa (Polypodiaceae), Trichomanes elegans (Hymenophyllaceae) and Senna dariensis (Caesalpiniaceae); rhizomes of Heliconia curtispatha (Heliconiaceae); leaves and branches of Bixa orellana (Bixaceae), Philodendron tripartitum (Araceae), Struthanthus orbicularis (Loranthaceae) and Gonzalagunia panamensis (Rubiaceae); the ripe fruits of Citrus limon (Rutaceae); leaves, branches and stem of Ficus nymphaeifolia (Moraceae). Extracts of another 19 species showed moderate neutralization (21–72%) at doses up to 4 mg/mouse, e.g. the whole plants of Aristolochia grandiflora (Aristolochiaceae), Columnea kalbreyeriana (Gesneriaceae), Sida acuta (Malvaceae), Selaginella articulata (Selaginellaceae) and Pseudoelephantopus spicatus (Asteraceae); rhizomes of Renealmia alpinia (Zingiberaceae); the stem of Strychnos xinguensis (Loganiaceae); leaves, branches and stems of Hyptis capitata (Lamiaceae), Ipomoea cairica (Convolvulaceae), Neurolaena lobata (Asteraceae), Ocimum micranthum (Lamiaceae), Piper pulchrum (Piperaceae), Siparuna thecaphora (Monimiaceae), Castilla elastica (Moraceae) and Allamanda cathartica (Apocynaceae); the macerated ripe fruits of Capsicum frutescens (Solanaceae); the unripe fruits of Crescentia cujete (Bignoniaceae); leaves and branches of Piper arboreum (Piperaceae) and Passiflora quadrangularis (Passifloraceae). When the extracts were independently administered by oral, i.p. or i.v. route either before or after an i.d. venom injection (10 µg), neutralization of haemorrhage dropped below 25% for all the extracts. Additionally, B. rosademonte and P. percussa extracts were able to inhibit the proteolytic activity of B. atrox venom on casein.


Journal of Ethnopharmacology 73 (2000) 233–241

Neutralization; Haemorrhage; B. atrox venom; Plant extracts; Colombia



Snakebites and ethnobotany in the Colombia Part II: Neutralization of lethal and enzymatic effects of Bothrops atrox venom


Otero Ra, Nunez Va, Jimenez SLa, Fonnegra Ra, Osorio RGa, Garcia MEa, Diaz Aa


Twelve of 74 ethanolic extracts of plants used by traditional healers for snakebites in the northwest region of Colombia, were active against lethal effect of Bothrops atrox venom when they were i.p. injected into mice (18–20 g). After preincubation of sublethal doses of every extract (0.5–4.0 mg/mouse) with 1.5 i.p. lethal dose 50% (LD50) (99.3 μg) of venom, seven of them demonstrated 100% neutralizing capacity within 48 h. These were the stem barks of Brownea rosademonte (Caesalpiniaceae) and Tabebuia rosea (Bignoniaceae); rhizomes of Renealmia alpinia ( Zingiberaceae) and Heliconia curtispatha (Heliconiaceae); the whole plants of Pleopeltis percussa (Polypodiaceae) and Trichomanes elegans (Hymenophyllaceae); and the ripe fruits of Citrus limon (Rutaceae). The other five extracts showing partial neutralization (45–80%; 10–30% survival rate in the control group receiving the venom alone; P<0.05) were: leaves, branches and stem of Costus lasius (Costaceae); the whole plant of Sida acuta (Malvaceae); rhizomes of Dracontium croatii (Araceae); leaves and branches of Bixa orellana (Bixaceae) and Struthanthus orbicularis (Loranthaceae). When the extracts were independently administered per oral or i.p. route 60 min before an i.m. venom injection (204 μg=1.5 i.m. LD50), C. limon, T. elegans, B. orellana and T. rosea extracts had partial and significant neutralizing capacity against B. atrox venom lethal effect. C. limon extract was also partially effective when it was administered either i.v. 15 min before or i.p. 5 min after an i.m. venom injection. Three of the 12 extracts with anti-lethal effect (C. limon, D. croatii and S. acuta) were devoid of antiphospholipase A2 activity, when they were tested against one minimum indirect hemolytic dose of B. atrox venom (2 μg) in agarose-erythrocyte-egg yolk gels.


Journal of Ethnopharmacology 71 (2000) 505–511

Neutralization; B. atrox venom; Plant extracts; Colombia


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